Ao nos aproximarmos de 2026, sentimos, em nosso contexto profissional e social, que as transformações aceleradas em tecnologia, ambiente de trabalho e relações humanas desafiam antigas formas de liderança. Novos cenários, imprevisíveis e interdependentes, exigem capacidades que vão além das competências habituais. Entre elas, se destaca a empatia sistêmica, uma habilidade que redefine a forma como os líderes percebem e interagem com as realidades à sua volta.
A evolução do conceito de empatia
No início, entendíamos empatia simplesmente como a habilidade de “se colocar no lugar do outro”. Isso mudava relações pessoais e até dinâmicas de equipes. Mas hoje, com estruturas organizacionais mais flexíveis, trabalho remoto e times globais, essa definição já não é suficiente. Notamos que a verdadeira empatia, aquela que fará diferença em 2026, é a empatia sistêmica.
Empatia sistêmica é olhar para além do indivíduo, enxergando como emoções, decisões e ações se conectam em todo o sistema.
Ela não se limita à escuta ativa individual, nem apenas à compreensão imediata de colegas de equipe. Trata-se de perceber como cada pessoa, grupo e contexto interagem entre si, impactando resultados, bem-estar e cultura.
O que muda com os novos cenários organizacionais?
Em nossos acompanhamentos e análises, percebemos que as organizações estão cada vez mais dinâmicas, com constante entrada de tecnologias disruptivas, equipes multiculturais e demandas de inovação contínua. Isso traz três principais implicações para a liderança:
- As fronteiras entre áreas, funções e níveis hierárquicos se diluem rapidamente.
- A comunicação se faz em redes, não apenas em linhas hierárquicas.
- A responsabilidade pelo impacto é coletiva e multiplicada por decisões globais e locais simultaneamente.
Nesse ambiente, tentativas de controle tradicional ou liderança unicamente racional não são mais sustentáveis. O líder precisa enxergar os vínculos invisíveis entre pessoas, times e propósitos.

O que é empatia sistêmica na prática?
Quando analisamos os efeitos da empatia sistêmica nos ambientes profissionais, observamos características bastante marcantes:
- Visão ampliada: Conseguimos enxergar além das demandas imediatas, considerando as consequências para os diversos setores e stakeholders.
- Coerência entre discurso e prática: Líderes com empatia sistêmica mostram alinhamento real entre aquilo que dizem, sentem e fazem.
- Abertura para perspectivas variadas: Valorizam o que é diferente, buscando integrar múltiplos olhares e experiências.
- Compreensão de impacto: Percebem que pequenas decisões reverberam em todo o sistema, alterando resultados coletivos.
Quando aplicamos isso em situações reais, como processos de mudança, inclusão de novas tecnologias ou resolução de conflitos, identificamos:
- Menos resistência à transformação, pois as pessoas sentem-se ouvidas e incluídas.
- Melhoria na colaboração, por haver mais confiança mútua.
- Resultados mais sustentáveis, pois as soluções são desenhadas com um olhar integrado e de longo prazo.
Por que será tão necessário em 2026?
Acreditamos que os líderes do futuro imediato precisarão lidar com pelo menos três grandes desafios, onde a empatia sistêmica será decisiva:
- Ambiguidade crescente: Situações sem respostas prontas, em que múltiplos fatores interagem sem previsibilidade.
- Exigência por inovação ética: Serão esperadas soluções criativas, mas com responsabilidade social, ambiental e humana.
- Demanda por conexões autênticas: Colaboradores e clientes exigirão relações verdadeiras, nas quais se sintam reconhecidos em sua individualidade e impacto.
Diante disso, a postura empática, se restrita apenas ao indivíduo ao lado, deixa de ser suficiente. O desafio passa a ser conectar histórias, expectativas, limites e potencialidades.
Como desenvolver empatia sistêmica?
Em nossa experiência, evoluir da empatia individual para a empatia sistêmica exige alguns movimentos conscientes que podem ser praticados. Destacamos:
- Exercício constante de escuta social: Não apenas ouvir a pessoa, mas captar o clima do grupo, entender o contexto e identificar padrões emocionais recorrentes.
- Mapeamento de impactos: Antes de cada decisão, analisar os efeitos para além do grupo direto envolvido.
- Reflexão coletiva: Estimular discussões regulares onde as pessoas possam compartilhar visões, percepções e preocupações.
- Autorregulação: Cultivar a capacidade de perceber nossas próprias emoções e vieses, evitando julgamentos apressados.
Praticar essas habilidades transforma a relação do líder com a equipe, com a organização e com a sociedade. Encorajamos sempre também a busca de conhecimento em áreas relacionadas, como emoção, comportamento e consciência, ampliando a compreensão sobre si, outros e sistemas maiores.

Novos parâmetros de liderança
Um líder atento às múltiplas conexões do sistema se antecipa a crises silenciosas. Antecipamos, desse modo, uma liderança mais madura para 2026, que inclui as seguintes características:
- Transparência ao comunicar decisões e incertezas.
- Responsabilidade ampliada, considerando efeitos globais e locais.
- Capacidade de promover mudanças que envolvem e beneficiam o coletivo, não apenas interesses setoriais.
- Promoção de um ambiente de segurança psicológica, apoiando o crescimento individual e coletivo.
Essas qualidades já diferenciam líderes em ambientes complexos, tornando-os referência para equipes que buscam crescimento sustentável.
Criamos referências constantes sobre organizações que conseguiram avançar nesse sentido, fundamentando novas práticas e estimulando outras lideranças a seguirem caminhos semelhantes em seus contextos.
O que podemos esperar da empatia sistêmica daqui em diante?
Quando olhamos para o futuro que nos aguarda, concluímos que a empatia sistêmica torna-se mais do que uma habilidade acessória. Ela será a base para decisões que promovam bem-estar, inovação e pertencimento. O cenário pede líderes com coragem para dialogar, flexibilidade para aprender e humildade para rever suas perspectivas frente ao coletivo.
A empatia sistêmica é o passaporte das lideranças para o futuro.
Em tudo que fazemos e compartilhamos, reforçamos o convite para uma postura que integra razão, emoção e propósito.
Conheça mais sobre nossas reflexões e práticas acompanhando a equipe do Portal Marquesiano em artigos, debates e experiências reais de transformação.
Conclusão
Caminhar para 2026 exige um novo olhar sobre lideranças: somente a empatia sistêmica permite enxergar, compreender e agir de forma verdadeiramente integrada diante dos desafios contemporâneos. Praticar essa habilidade é um compromisso contínuo com um futuro em que pessoas, equipes e organizações avancem juntas, conscientes de seu papel no todo.
Perguntas frequentes sobre empatia sistêmica
O que é empatia sistêmica?
Empatia sistêmica é a capacidade de perceber e compreender não apenas o sentimento individual, mas também as dinâmicas e conexões emocionais em todo um sistema. Ou seja, inclui enxergar como escolhas e emoções de uma pessoa ou grupo influenciam, e são influenciadas, por diversas partes envolvidas, como equipes, organizações e ambientes sociais.
Como desenvolver empatia sistêmica?
Para desenvolver empatia sistêmica, sugerimos exercitar a escuta atenta em grupo, refletir sobre impactos das decisões além do imediato e praticar o diálogo aberto. Também é útil buscar conhecimento sobre comportamento humano, consciência e relações organizacionais para ampliar a visão das conexões que existem em qualquer sistema.
Por que líderes precisam de empatia sistêmica?
Líderes precisam de empatia sistêmica porque lidam com cenários complexos, onde decisões afetam muitas pessoas, setores e até comunidades externas. Sem essa visão, decisões podem gerar efeitos não previstos ou prejudiciais. A empatia sistêmica garante escolhas com mais integração e responsabilidade coletiva.
Quais os benefícios da empatia sistêmica?
Entre os principais benefícios da empatia sistêmica, destacamos: tomada de decisões mais coerentes, aumento da confiança entre equipes, resolução mais harmônica de conflitos complexos e promoção de uma cultura mais inclusiva e sustentável dentro das organizações.
Empatia sistêmica serve só para líderes?
Apesar de ser muito valorizada em posições de liderança, a empatia sistêmica pode ser praticada por qualquer pessoa. Em times, projetos colaborativos ou em contextos sociais, enxergar o todo melhora relacionamentos, decisões e o clima geral do ambiente.
